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PF APREENDE AGENDA DE FILHO DE PREFEITO DE FORTALEZA com anotações de pagamentos e contratos públicos milionários
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 13/05/2026 18:44
Policial

As anotações apreendidas pela Polícia Federal na agenda de Eduardo Sales Sá Barreto Leitão, filho do prefeito de Fortaleza Evandro Leitão, citavam supostos contratos das secretarias municipais da Educação, Saúde, Sepog e AMC, somando cerca de R$ 34 milhões. O material foi encontrado em julho de 2025 no apartamento funcional do deputado federal Júnior Mano, durante investigação sobre compra de votos, desvio de verbas, fraudes em licitações e financiamento ilícito de campanha. Segundo a PF, o grupo seria liderado pelo prefeito cassado e foragido Bebeto Queiroz e por Júnior Mano.

O Portal da Transparência da Prefeitura de Fortaleza aponta contratos que podem corresponder às anotações, incluindo um da Secretaria de Educação com a empresa NTSEC Soluções em Telecomunicações para serviços de firewall e antimalware, além de outro contrato da Sepog que, juntos, ultrapassam R$ 18 milhões.

O relatório da PF também cita Evandro Leitão e seu filho em diversas ocasiões. Segundo a investigação, Bebeto teria buscado apoio de Evandro junto às forças de segurança do Ceará para evitar ações policiais em municípios onde o grupo atuava.

Na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Marcelo Mendes iniciou coleta de assinaturas para abertura de uma CPI a fim de investigar as citações envolvendo Evandro e Eduardo Leitão. Já na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Queiroz Filho questionou a demora na prisão de Bebeto Queiroz e cobrou esclarecimentos sobre possíveis vínculos políticos com o grupo investigado.

 

Outro ponto citado na agenda envolve um contrato de videomonitoramento da Prefeitura de Fortaleza com a empresa IPQ Tecnologia, no valor de R$ 25 milhões, alvo de questionamentos do senador Eduardo Girão. A empresa também possui contratos com o Governo do Ceará, incluindo um acordo de R$ 300 milhões que recebeu recomendação de nulidade pelo Tribunal de Contas do Estado por suspeitas de direcionamento e restrição à concorrência.

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