O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta semana que todas as medidas adotadas por ele no âmbito da investigação envolvendo o Banco Master atenderam a solicitações formais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal.
O inquérito apura a suposta prática de crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo a negociação de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas com o Banco de Brasília (BRB).
A condução do processo por Toffoli tem sido alvo de questionamentos após reportagens apontarem que dois irmãos do ministro mantêm vínculos com fundos de investimento relacionados ao Banco Master. Além disso, vieram a público imagens do magistrado ao lado de um empresário e de um banqueiro, bem como informações sobre uma viagem a Lima, no Peru, realizada no fim do ano passado, na companhia de um advogado que representa um dos investigados pela Polícia Federal.
Em nota encaminhada à imprensa, o gabinete do ministro ressaltou que todas as decisões tomadas no caso seguiram rigorosamente os requerimentos dos órgãos responsáveis pela investigação. Segundo o comunicado, Toffoli autorizou medidas como operações de busca e apreensão, prisões temporárias, bloqueio de ativos financeiros e bens, além da quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.