O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, passou a enfrentar questionamentos após divulgar um curso pago, com valor em torno de R$ 4 mil. Conforme o material de apresentação, a proposta é orientar gestores e profissionais da área pública sobre estratégias de defesa em processos analisados pela corte de contas, além de abordar como fundamentar decisões administrativas, como a definição de preços e a escolha de fornecedores.
A iniciativa gerou reação negativa, sobretudo pelo fato de Zymler integrar um dos mais altos postos do órgão encarregado de fiscalizar e julgar a aplicação de recursos públicos no país. Para críticos, a atuação de um ministro do tribunal como instrutor de um curso com esse conteúdo suscita debates sobre limites éticos e eventual conflito de interesses.
Embora a atividade acadêmica não seja, por si só, proibida, especialistas avaliam que a situação pode afetar a percepção de independência e imparcialidade da instituição, especialmente quando o conteúdo ministrado está diretamente ligado às atribuições do próprio tribunal.