Uma dupla composta por pai e filho, apontados pelas forças de segurança como responsáveis por intermediar ameaças em nome do Comando Vermelho (CV), foi detida pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). A ação policial ocorreu no povoado de Buritizal, no município de Cascavel. A investigação aponta que ambos coagiam uma testemunha para que alterasse declarações prestadas ao Poder Judiciário referente a um assalto ocorrido em maio contra uma transportadora da região.
Resumo das acusações aos suspeitos:
Os homens, de 66 e 24 anos (identificados formalmente como Francisco Xavier de Castro e Francisco Geilson de Castro), respondem por coação no curso do processo, fraude processual, ameaça e participação em organização criminosa.
O Esquema de Intimidação e a Ameaça à Vítima
As apurações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Cascavel revelam que a estratégia do grupo visava blindar os autores do assalto de penalizações judiciais.
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Investidas repetidas: A testemunha sofreu intimidações ao menos duas vezes. Na primeira ocasião, o pai esteve na residência com outros dois indivíduos, mas não encontrou o morador.
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Execução das ordens: Horas após a primeira tentativa, o filho retornou ao endereço acompanhado de outro comparsa e reproduziu um arquivo de áudio com diretrizes da facção criminosa.
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Ultimato do grupo: A gravação exigia a retificação do depoimento sob risco de agressão física e perda da própria moradia. Para preservar a integridade, o cidadão aceitou simular a mudança de sua versão aos suspeitos.
O Crime Original: Assalto à Transportadora em Maio
O delito testemunhado pela vítima ocorreu nas primeiras horas do dia 25 de maio deste ano. Na oportunidade:
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Três homens armados invadiram o pátio de uma empresa de transportes em Cascavel e renderam o vigia do local.
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O grupo roubou um automóvel, aparelhos de televisão, equipamentos operacionais e a quantia de R$ 300 pertencente ao funcionário mantido sob restrição de liberdade.
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Um dos invasores foi identificado como ex-vigilante do estabelecimento, conhecimento que facilitou a ação premeditada devido ao domínio da rotina e logística do imóvel. O ex-funcionário já havia sido preso no decorrer dos inquéritos.
Atuação do Ministério Público e Desdobramentos
Em julho, o Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentou denúncia formal contra os executores do assalto. A peça acusatória destacou que o crime foi executado com concurso de pessoas, emprego de arma de fogo e retenção das vítimas.
Os dois detidos nesta terça-feira foram colocados à disposição do Poder Judiciário para o prosseguimento das medidas cabíveis.