José Renan Oliveira Marinho, apontado como liderança da extinta facção Guardiões do Estado (GDE), será submetido a Júri Popular no próximo dia 3 de dezembro, no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. O réu responde por um homicídio consumado e uma tentativa cometidos em fevereiro de 2022, episódios motivados por retaliação no contexto de um rachamento interno da organização criminosa.
A crise na GDE se instalou após a migração de dissidentes para o Terceiro Comando Puro (TCP), de origem carioca. A escalada violenta teve início com o assassinato do chefe local Josenildo Marques Palhano, o 'Sal'. Na sequência, seu cunhado, José Renan, teria assumido o comando e ordenado ataques contra o grupo rival. O clima de terror instaurado nos bairros Jangurussu e Conjunto Maria Tomásia resultou em homicídios e na expulsão forçada de mais de 50 famílias de suas residências.
Capturado no Paraguai em dezembro de 2022 em operação internacional da Polícia Civil do Ceará com a Senad, José Renan será o último julgado nesta série de crimes. Em maio de 2025, outros sete réus denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) foram condenados pelo Tribunal do Júri, com penas somadas que ultrapassam 210 anos de reclusão. Em nota, a defesa do réu declarou confiança na soberania do Júri e afirmou que sustentará em plenário a tese de inocência.