O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, defendeu mudanças no Judiciário para limitar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) às suas atribuições constitucionais. Após reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que não haverá retaliação contra ministros, mas também não haverá omissão diante de decisões do tribunal.
Marinho criticou o que classificou como interferência do Judiciário na atuação do Congresso e no processo eleitoral. Também acusou os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de adotarem posições com viés político, citando ainda Gilmar Mendes ao abordar a atuação do Supremo.
O senador defendeu uma reforma para fortalecer a separação entre os Poderes e afirmou que a população rejeita os abusos que atribui à Corte. Disse ainda que pretende buscar a normalização das relações institucionais e que poderá conversar com os ministros após o processo eleitoral.
Edson Fachin, por sua vez, declarou na segunda-feira que o STF continuará exercendo suas funções independentemente das mudanças no cenário político.