O primeiro turno de 2026 evidenciou uma forte divisão regional. Lula venceu nos nove estados do Nordeste, com maiores percentuais no Piauí e na Bahia, enquanto Flávio Bolsonaro liderou nas demais regiões, incluindo os maiores estados brasileiros, tais como São Paulo e Rio de Janeiro.
No resultado nacional, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, confirmando uma disputa equilibrada e regionalmente marcada.
A concentração do apoio ao PT no Nordeste reacendeu o uso pejorativo da expressão “curral eleitoral”, devido à concentração dos estados mais pobres e violentos do país, assim como dos maiores usuários dos programas assistenciais, o que reacendeu manifestações de internautas que, usando também expressões como “voto de cabresto”, voltaram a propor a divisão do país, em comparação com o que aconteceu na Coreia, onde a mesma foi dividida em duas: Coreia do Sul e Coreia do Norte.
A Coreia do Sul, que optou por governo da direita democrática, tornou-se um país desenvolvido, com avanços econômicos, tecnológicos e institucionais, enquanto a Coreia do Norte, que preferiu o regime sociocomunista e antidemocrático, vive em privações econômicas e de liberdade de seus habitantes.
Nessas eleições de domingo (4), voltou a se repetir o apoio da maioria nordestina para candidaturas de esquerda, revelando padrões regionais distintos: o Nordeste mais próximo do sociocomunismo de esquerda e as outras regiões do lado do conservadorismo democrático de direita.
Apesar de boa parte dos nordestinos que votaram na direita entender a revolta dos eleitores de outras regiões, eles não concordam com a generalização discriminatória do Nordeste e se dizem também vítimas das decisões da maioria de seus conterrâneos.
O segundo turno, marcado para 25 de outubro, colocará novamente essas duas tendências em disputa nacional, quando estarão apenas o petista e Flávio Bolsonaro, que, segundo observadores, deverá receber o apoio dos demais candidatos derrotados no 1º turno.