FORTALEZA – A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, enviou um sinal claro de que o diretório do Partido Liberal no Ceará não é um território sem regras. Em uma movimentação que reafirma as diretrizes da cúpula nacional, Michelle sinalizou que não aceitará articulações políticas que prevejam uma aliança entre o deputado federal André Fernandes (PL) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).
A decisão de Michelle visa, primordialmente, preservar a identidade política e os princípios conservadores que fundamentam o projeto da direita em nível nacional. Para a ex-primeira-dama, a coerência ideológica deve prevalecer sobre conveniências eleitorais momentâneas que possam descaracterizar a imagem do partido perante seu eleitorado fiel.
O Ceará não é uma "Pasárgada"
A mensagem interna é enfática: o Ceará não é uma "Pasárgada" — referência ao lugar imaginário do poema de Manuel Bandeira onde tudo acontece conforme a própria vontade. O diretório estadual deve satisfação e obediência ao diretório nacional, não podendo agir de forma desconectada das estratégias macro da legenda.
O posicionamento de Michelle Bolsonaro destaca um ponto crítico para a sobrevivência das siglas no cenário atual: tanto a direita quanto a esquerda são identificadas por valores e compromissos específicos. Quando um partido abandona sua essência para acomodar alianças heterodoxas, corre o risco de se tornar "apenas mais um", perdendo a distinção clara e a confiança de quem o elegeu.
Com esse veto, o PL nacional reafirma que o controle sobre as alianças regionais será rigoroso, garantindo que o projeto político de 2026 não seja diluído por pragmatismos locais que ignorem a base ideológica do bolsonarismo.
Michelle Bolsonaro vetou a aproximação entre André Fernandes e Ciro Gomes no Ceará, reforçando que o diretório estadual deve seguir as diretrizes nacionais para preservar a identidade conservadora do PL e evitar alianças de conveniência que confundam o eleitor.