O Ministério Público do Estado do Piauí moveu uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro, por suspeita de irregularidades na contratação, sem licitação, de cinco escritórios de advocacia e de uma empresa de consultoria administrativa. A ação foi ajuizada no dia 19 de dezembro de 2025 pelo promotor de Justiça Yan Walter Cavalcante, da Promotoria de Luís Correia.
Segundo o MP, os contratos foram firmados por inexigibilidade de licitação e resultaram em pagamentos que somam R$ 538 mil. O órgão aponta que o município possui uma Procuradoria-Geral estruturada, o que tornaria desnecessárias as contratações externas, além da ausência de comprovação da singularidade dos serviços e da notória especialização exigidas pela legislação.
Ainda conforme o Ministério Público, o prefeito recusou, em 1º de dezembro de 2025, uma proposta de Acordo de Não Persecução Cível que previa a devolução integral dos valores aos cofres públicos. Diante da recusa, o MP pede a condenação do gestor ao ressarcimento mínimo de R$ 538 mil, com correção e juros, além da aplicação de multa civil,s por indisponibilidade de bens até o limite de valor do ressarcimento.
Felipe Ribeiro, que é de família dominante da política no Cajueiro da Praia a décadas, apesar de contador, sempre teve bom relacionamento com o meio jurídico, devido seu pai ter sido advogado e atuado na região. Aliás, o mesmo também foi prefeito e foi processado por desvio de dinheiro público, época em que teve seus direitos políticos cassados.