O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, atualmente substituindo Tarcísio de Freitas que está de férias, passou a criticar o Partido dos Trabalhadores (PT), usando o termo “narcoafetivo” para associar o partido ao crime organizado. Ele tem repetido esse ataque em eventos públicos nos últimos dias, em meio ao noticiário internacional sobre acusações dos EUA contra Nicolás Maduro por narcotráfico.
Ramuth listou cinco motivos pelos quais ele considera que o PT teria uma ligação — direta ou indireta — com o crime organizado:
- PL Antifacção
Ramuth criticou o PT por votar contra o projeto conhecido como “PL Antifacção”, que pretendia endurecer medidas contra facções criminosas — inclusive equipará-las a terroristas.
- “Saidinha” de presos
Ele acusou o PT de defender a chamada “saidinha” — benefício que permite saída temporária de presos.
- Declaração de Lula sobre usuários e traficantes
Ramuth citou uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que Lula disse que “os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, interpretando isso como uma visão permissiva do PT sobre o crime organizado.
- Acesso a áreas controladas por facções
Ele lembrou de uma agenda de campanha em áreas dominadas por facções — como o Complexo do Alemão — para alegar que petistas teriam “acesso livre” a locais onde nem a polícia entra.
- Visita à Favela do Moinho
Citou uma visita do presidente Lula à Favela do Moinho, em São Paulo, apontando que líderes comunitárias que participaram dessa agenda foram depois presas em operações contra crime organizado, o que, para Ramuth, reforçaria a ideia de proximidade com pessoas ligadas a facções.