O alerta americano para a interferencia chinesa no agro brasileiro, chama atenção para o risco de “investimentos ou do controle” chinês sobre a cadeia alimentar do Brasil — maior exportador mundial de soja, carne bovina e frango.
Segundo o documento, a estratégia de Pequim não se restringe a acordos comerciais, mas avança para um domínio estrutural, capaz de comprometer a autonomia nacional e, por consequência, afetar o mercado global e a segurança alimentar.O avanço da China sobre o agronegócio brasileiro começa a despertar sinais de alerta em Washington.
Uma proposta legislativa apresentada pelo senador republicano Tom Cotton, o Intelligence Authorization Act 2026, já aprovada na Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, coloca o Brasil no radar da CIA e da NSA ao abordar a crescente influência de Pequim no setor agrícola.
Para estrategistas americanos, o Brasil desponta como elo vulnerável no tabuleiro geopolítico: altamente dependente da China como principal compradora de commodities e, ao mesmo tempo, alvo de aportes diretos em logística, infraestrutura portuária e empresas ligadas ao agro. A percepção é de que, ao expandir sua presença no setor, Pequim não apenas assegura suprimentos para sua população, mas também estabelece alavancas de poder sobre a economia brasileira.
A movimentação já provoca debates dentro do governo americano sobre como conter essa influência. O texto legislativo de Cotton prevê maior monitoramento da CIA e da NSA em investimentos chineses na América Latina, com foco especial no Brasil. A lógica é clara: proteger a segurança alimentar mundial passa, inevitavelmente, por observar os passos de Pequim no cerrado brasileiro.