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Atleta estrangeiro diz ter sido vítima de agressão na beira mar em Fortaleza
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 23/03/2025 17:41
Esportes

 

 Jamal Soufane , maratonista marroquino, comentou nas redes sociais ter sido vítima de agressões física e verbal, com ataques de cunho xenofóbico, enquanto corria na Avenida Beira-Mar,em Fortaleza, na manhã deste domingo (23).

Jamal diz que foram dois homens os responsáveis pelas agressões: "Decidiram, do nada, me atacar. Chegou um senhor e pulou em cima de mim, queria bater em mim... Depois, ele e um amigo dele começaram a me xingar", relatou.
O atleta disse ainda que os homens proferiram "palavras xenofóbicas, muito pesadas, xingando minha mãe e minha família. Eu não entendi nada".  
O atleta disse que 
 buscará a Polícia Civil para denunciar formalmente o caso nesta segunda-feira (24).

MARATONISTA MORA NO BRASIL HÁ 11 ANOS

Jamal já correu maratonas nacionais e internacionais e mora no Brasil há 11 anos. Ele corre em Fortaleza há sete anos, sendo esta a primeira vez em que foi atacado, com frases como: "Você chegou ontem aqui, nem era pra você estar correndo aqui", disse ele.

"É claro que tomarei as providências necessárias, porque o que aconteceu é inaceitável. Mesmo tentando dialogar e perguntando diversas vezes quem eu teria “empurrado”, a pessoa simplesmente partiu para a agressão verbal e começou a proferir ofensas, usando palavras de baixo calão", declarou o marroquino.
 

 

Em fevereiro, Jamal, que tem cidadania brasileira, recebeu também o título de cidadão cearense na Assembleia Legislativa do Ceará. Ele foi o primeiro estudante marroquino na Universidade Federal do Ceará, conforme ressaltou por ocasião da cerimônia.

A assessoria de corrida à qual o marroquino pertence também se posicionou nas redes sociais.  "É inaceitável que, em um ambiente onde deveríamos celebrar o esforço, a dedicação e o espírito coletivo, ainda tenhamos que lidar com atitudes que ferem, desrespeitam e excluem. O esporte é união, é respeito, é superação. Não há espaço para qualquer forma de preconceito", diz a empresa em nota compartilhada nas redes sociais.

Veja vídeo:

https://www.instagram.com/reels/audio/689142883467872?igsh=d3hrazFrczFuam1u

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