Aos 101 anos, quando muita gente imagina que a única opção é uma vida tranquila e distante das atividades profissionais, JoCleta Wilson segue na direção contrária.
Centenária, independente e cheia de disposição, JoCleta já se aposentou três vezes — e, para surpresa de muita gente, voltou a trabalhar depois de cada aposentadoria.
Segundo ela, os períodos longe do trabalho duraram aproximadamente dez anos. Mas o excesso de tempo livre acabou se tornando entediante.
“Fiquei muito cansada de mim mesma”, revelou JoCleta ao explicar por que decidiu voltar ao trabalho.
Atualmente, ela trabalha algumas manhãs por semana como caixa em uma loja em Louisville, nos Estados Unidos. Seu expediente começa cedo, geralmente das 6h às 10h.
Para JoCleta, porém, o trabalho não representa apenas uma obrigação. É também uma maneira de manter a mente ativa, encontrar pessoas e continuar participando da vida.
E existe outro detalhe impressionante: ela própria dirige até o trabalho.
UMA VIDA DE INDEPENDÊNCIA
A rotina de JoCleta chama ainda mais atenção porque ela continua morando sozinha.
Aos 101 anos, faz suas compras, prepara a própria comida e administra boa parte das tarefas do cotidiano.
Alguns serviços domésticos, como a limpeza da casa e os cuidados com o jardim, são feitos por outra pessoa. Não porque ela necessariamente não consiga realizá-los, mas porque decidiu que não precisa fazer tudo.
Essa parece ser uma das filosofias que acompanham sua vida: fazer aquilo que deseja e não permitir que a idade determine seus limites.
UMA HISTÓRIA DE MUITAS VIDAS
A trajetória de JoCleta é tão impressionante quanto sua disposição atual.
Ao longo da vida, ela foi bailarina profissional, cantora, pintora, autora de livro de receitas e diretora de uma companhia de dança durante 37 anos.
A dança, inclusive, continua fazendo parte de sua vida.
Mesmo depois de completar um século, JoCleta mantém uma rotina ativa e procura cuidar do corpo e da mente.
“SINTO-ME COMO SE TIVESSE 39 ANOS”
Apesar dos 101 anos registrados no documento, JoCleta afirma que não se sente com essa idade.
Ela diz se sentir como se tivesse 39 anos, prestes a completar 40.
A frase resume bem a maneira como a centenária encara o envelhecimento: sem permitir que o número registrado no calendário determine como deve viver.
Ela também mantém hábitos que considera importantes para sua qualidade de vida, incluindo exercícios de respiração e uma rotina movimentada.
Sua alimentação passou por mudanças ao longo dos anos, especialmente depois de receber orientação para controlar o colesterol. Ela reduziu alguns alimentos e passou a dar preferência a carnes, peixes e frango, além de diminuir o consumo de farinha branca.
Mas não abriu mão completamente dos pequenos prazeres. De vez em quando, permite-se comer sorvete ou bolo de chocolate.
O CONSELHO DE UMA MULHER DE 101 ANOS
Talvez a maior lição de JoCleta não esteja apenas no fato de ela trabalhar aos 101 anos, dirigir ou ter se aposentado três vezes.
Está na maneira como encara a própria existência.
Seu conselho é simples:
Não desperdice energia com coisas pequenas e não carregue raiva dentro de você.
Para JoCleta, a raiva consome uma energia preciosa e pode impedir que as pessoas aproveitem as coisas boas que a vida ainda oferece.
Sua história mostra que aposentadoria não significa necessariamente parar.
Para algumas pessoas, continuar trabalhando pode representar independência, convivência social, propósito e vontade de continuar vivendo ativamente.
Aos 101 anos, JoCleta Wilson parece ter encontrado sua própria definição de juventude:
continuar em movimento, manter a mente ocupada, conviver com pessoas e nunca permitir que a idade diga aquilo que você ainda pode fazer.