Menos de uma semana após o término da trégua entre Rússia e Ucrânia, a região de Moscou voltou a ser alvo de uma intensa ofensiva aérea neste domingo (17). De acordo com o governador Andrei Vorobiov, ataques realizados com centenas de drones deixaram ao menos três mortos e quatro feridos nos arredores da capital russa.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que as forças antiaéreas derrubaram 556 drones ao longo da madrugada em diferentes regiões do país. Após o amanhecer, outros 30 aparelhos teriam sido neutralizados, configurando uma das maiores operações aéreas atribuídas à Ucrânia desde o início da guerra.
As ações atingiram 14 regiões russas, além da Crimeia — território anexado por Moscou — e áreas dos mares Negro e de Azov. Entre os locais mais afetados está justamente a região próxima à capital russa.
Segundo Vorobiov, os sistemas de defesa começaram a atuar por volta das 3h no horário local para conter os ataques direcionados à região de Moscou. O governador relatou ainda danos em imóveis residenciais e em estruturas de infraestrutura urbana.
Entre as vítimas, um homem morreu após um drone atingir um caminhão no distrito de Shebekino, na região de Belgorod, próxima à fronteira com a Ucrânia. Em Khimki, cidade localizada ao norte de Moscou, uma mulher perdeu a vida. Já em Mytishchi, dois homens morreram durante os ataques.
Na própria capital russa, autoridades locais afirmaram que mais de 80 drones foram interceptados durante a noite. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou por meio do Telegram que 12 pessoas ficaram feridas e que houve pequenos danos causados pela queda de destroços.
Um dos drones atingiu uma área próxima a uma refinaria de petróleo e gás, ferindo trabalhadores que atuavam em um canteiro de obras. Apesar do impacto, Sobyanin afirmou que as atividades da refinaria seguiram normalmente. Ele também confirmou danos em três edifícios residenciais.
Os novos ataques acontecem em meio ao agravamento das tensões entre os dois países após o fim do cessar-fogo. Na última sexta-feira (15), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, prometeu ampliar as ações de retaliação contra a Rússia, um dia depois de um ataque russo a Kiev deixar 24 mortos e cerca de 50 feridos.