É preocupante perceber que parte de quem deveria formar pensamento crítico no Brasil tem falhado justamente nessa missão. Alguns professores, em vez de estimularem o debate plural e a análise independente, optam por um alinhamento automático a determinadas figuras políticas, como se estivessem acima de qualquer questionamento.
Educar não é doutrinar. Não é repetir discursos prontos nem blindar políticos de críticas. O papel de um educador exige responsabilidade intelectual — exige apresentar diferentes pontos de vista, provocar reflexão e, principalmente, incentivar o aluno a pensar por si mesmo.
Quando isso não acontece, o que se vê é um empobrecimento do ambiente educacional. A sala de aula deixa de ser um espaço de construção do conhecimento e passa a ser um ambiente de reprodução de narrativas, onde o contraditório é tratado como incômodo, e não como parte essencial do aprendizado.
O Brasil não precisa de formadores de opinião que atuem como militantes disfarçados. Precisa de educadores comprometidos com a verdade, com a diversidade de ideias e com o desenvolvimento real da capacidade crítica dos alunos.
Se há algo que deve ser questionado com firmeza, não são apenas as posições políticas em si, mas a falta de disposição para debatê-las com honestidade intelectual. Sem isso, não há educação de qualidade — apenas repetição.