O ministro Alexandre de Moraes autorizou, nesta terça-feira (24), a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi concedida em caráter temporário, pelo período de 90 dias, para permitir a recuperação de um quadro de broncopneumonia. O prazo passa a contar a partir da alta hospitalar.
Após esse período, a situação será reavaliada pela Justiça, que decidirá sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar. A decisão atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República, que se posicionou favoravelmente à flexibilização do regime em razão do estado de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro estava internado em um hospital em Brasília, onde se recuperava de complicações de saúde surgidas durante o período de prisão.
Nas redes sociais, seguem intensas as manifestações de apoio ao ex-presidente, com críticas à sua prisão, frequentemente classificada por apoiadores como ilegal e arbitrária. Parte da imprensa internacional também tem repercutido o caso, destacando análises de jornalistas e juristas brasileiros sobre o processo e as condições enfrentadas por Bolsonaro.
Os relatos também relembram o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, quando foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira durante a campanha eleitoral, episódio frequentemente citado por aliados como marco inicial de seus problemas de saúde.