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Presa advogada irmã do prefeito de S. Paulo
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 16/01/2026 06:01
Policial

A advogada Janaína Reis Miron, de 49 anos, foi presa nesta quinta-feira (15) ao passar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro do Socorro, na zona sul da cidade de São Paulo. Ela era considerada foragida da Justiça e tinha mandados de prisão em aberto por crimes como desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante.

A localização da advogada ocorreu após sua identificação pelo Smart Sampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo. A partir do alerta, policiais realizaram a abordagem e cumpriram a ordem judicial.

Janaína é irmã do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e filha de Maria do Céu Reis de Gouveia, ex-vereadora e ex-presidente da Câmara Municipal de Embu-Guaçu, também pelo MDB.

O advogado Alexandre Fanti, responsável pela defesa, informou que, segundo dados preliminares, Janaína realiza tratamento para dependência química ou alcoólica e teria ido à UBS para retirar medicação. Ele afirmou ainda que a cliente é afastada da família e possui histórico de recomendação de internação. Sobre os crimes que motivaram a prisão, o defensor disse não ter conseguido contato prévio com a advogada para obter esclarecimentos. Janaína deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (16).

Nas redes sociais, Janaína costuma se posicionar politicamente à direita, demonstrando apoio às candidaturas da mãe e, principalmente, do irmão. Durante a pandemia da Covid-19, publicou mensagens favoráveis à vacinação e críticas à condução do então presidente Jair Bolsonaro, mas concentra suas manifestações em oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Antecedentes

Em outubro de 2022, Janaína foi detida após ser flagrada dirigindo de forma irregular na Rodovia João Hipólito Martins, em Botucatu, no interior paulista. Segundo a polícia, o veículo trafegava em zigue-zague e quase colidiu com outros carros. Durante a abordagem, ela não apresentou documentos, demonstrava sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro e teria resistido à prisão, além de desacatar os agentes, o que levou ao uso de algemas.

Na ocasião, os policiais constataram que a advogada já possuía registros por crimes como furto, maus-tratos, lesão corporal dolosa e condução sob efeito de álcool. Ela também transportava dois cães da raça pitbull no veículo. Janaína alegou que não estava alcoolizada, mas sob efeito de medicamentos, e afirmou que os animais representavam risco à abordagem.

 

Condenada inicialmente a penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade, pagamento de multa e suspensão do direito de dirigir, Janaína não foi localizada para cumprir as determinações judiciais, apesar de diversas tentativas de intimação. Diante do descumprimento, o Ministério Público solicitou a conversão da pena, aceita pela Vara Criminal de Botucatu, que expediu mandado de prisão definitivo. A condenação foi convertida em pena de prisão em regime aberto, já comunicada às autoridades de segurança.

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