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Relatório do TCU revela falhas no controle de voos da FAB e despesas de R$ 285 milhões com pouca ocupação
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 22/04/2026 22:16
Politica

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas na gestão e na utilização dos voos da Força Aérea Brasileira (FAB), que geraram despesas de R$ 285 milhões aos cofres públicos entre janeiro de 2020 e julho de 2025. A auditoria apontou baixa taxa de ocupação das aeronaves, falta de justificativas formais para os deslocamentos e falhas na identificação dos passageiros. Segundo o levantamento, seria possível economizar pelo menos R$ 36,1 milhões caso parte das viagens tivesse sido realizada em voos comerciais.

De acordo com o relatório, no período analisado ocorreram 111 voos com apenas um passageiro. Além disso, 1.585 viagens — cerca de 21% do total — transportaram até cinco pessoas, mesmo com a menor aeronave da FAB comportando oito ocupantes. Em uma amostra de 266 processos, 25% não foram encontrados. Nos registros disponíveis, o TCU destacou a ausência de justificativas claras para a utilização de aeronaves oficiais em vez de voos comerciais. Também foi verificado que, em aproximadamente 70% dos voos analisados, não havia identificação adequada dos passageiros.

O documento ainda aponta a inexistência de um mecanismo interno eficaz para impedir o embarque de pessoas fora das normas estabelecidas. “O Comando da Aeronáutica não emite qualquer juízo de valor acerca da motivação do requerimento de transporte”, diz o relatório.

Diante das irregularidades, o plenário do TCU determinou que a Casa Civil apresente, em até 30 dias, um plano de ação para revisar as regras de uso dos voos da FAB. As novas diretrizes deverão ser implementadas pelo Comando da Aeronáutica no prazo de até 180 dias. As aeronaves da FAB são utilizadas por autoridades dos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

 
 
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