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Registro oficial indica que “Sicário” foi sepultado antes da morte e levanta dúvidas sobre o caso
Publicado em 11/04/2026 02:16
Policial

Um registro oficial aponta uma inconsistência grave envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como ligado ao Banco Master. De acordo com dados públicos, ele teria sido enterrado antes mesmo da data registrada para sua morte.

 

A informação consta em um sistema da Prefeitura de Belo Horizonte e contradiz documentos formais do caso. Até o momento, não houve explicação por parte das autoridades sobre a divergência.

 

O episódio amplia as dúvidas em torno da morte do operador, associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, que segue sob investigação com acesso restrito.

 

 

Linha do tempo expõe contradições

 

 

Segundo o sistema municipal, o sepultamento ocorreu em 8 de fevereiro de 2026. No entanto, registros oficiais indicam que a morte aconteceu apenas em 6 de março de 2026, quase um mês depois.

 

De acordo com a Polícia Federal, “Sicário” teria tentado tirar a própria vida enquanto estava detido na carceragem da corporação. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

 

A defesa sustenta que a morte foi causada por encefalopatia decorrente da falta de oxigenação no cérebro. O óbito foi oficialmente registrado no cartório no dia 7 de março.

 

Apesar disso, o sistema da prefeitura mantém a data anterior para o sepultamento, sem esclarecimentos até agora.

 

 

Certidão sem causa da morte

 

 

Outro ponto que chama atenção é a ausência da causa da morte na certidão de óbito. O documento informa apenas que o dado está “aguardando exames”.

 

Especialistas em registros civis afirmam que esse tipo de omissão é incomum, já que normalmente há ao menos uma indicação preliminar, como em casos de lesões auto-infligidas.

 

A falta dessa informação contribui para manter indefinida a versão oficial sobre o falecimento.

 

 

Falta de informação sobre o sepultamento

 

 

A certidão também não informa o local do enterro. Dados paralelos indicam que o corpo foi sepultado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, mas essa informação não consta no documento oficial.

 

A ausência reforça a falta de padronização entre os registros e dificulta a verificação completa dos fatos.

 

 

Acesso restrito às investigações

 

 

O caso segue com acesso limitado. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, negou o compartilhamento de informações com a CPI do Crime Organizado do Senado.

 

Segundo a decisão, como as investigações ainda estão em andamento, os dados só poderão ser liberados após a conclusão das diligências.

 

 

Pontos sem explicação

 

 

Diante das informações disponíveis, três inconsistências principais permanecem sem resposta:

 

  • Registro de sepultamento anterior à data da morte
  • Ausência da causa do óbito na certidão
  • Falta de indicação do local de enterro no documento oficial

 

 

As lacunas mantêm o caso sob questionamento, especialmente por envolver um personagem ligado ao chamado Caso Banco Master, que já desperta atenção de autoridades e do cenário político.

 

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